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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Poema do dia 29.11.2013


Deixa
               (João Dias C. Neto)

Tem gente que deixa 
amizade
deixa amor
Que deixa a bondade
deixa dor

Tem gente que deixa
tudo
deixa nada
deixa a deixa
deixa como está

Há quem deixa por deixar
ou deixa por querer estar
ou não estar
como está!

Há quem deixa por 
vaidade
por vontade
por quem sabe...
deixar

Tem gente que deixa
tudo
deixa nada
deixa a deixa
deixa como está

Tem gente que deixa 
saudade
deixa vontade
deixa aqui
deixa pra lá

Há quem deixa 
estar
deixa ficar
deixa controlar

Tem quem deixa
a morte
deixa a vida
deixa a sorte
deixa a vida te levar

Tem gente que deixa
tudo
deixa nada
deixa a deixa
deixa como está


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Poema do dia 21.08.2012


Permita-se

 

Que goste
Pelo papo bom
Pelo jeito são
Pelo sarro, pelo som.

Não por traços corporais
Futilmente desenhados
Propositalmente decorativos
Enfeitando ignorância.

Que se surpreenda
Pelo gosto bom
Pelo carisma
Pelo passo, pelo dom.

Não por extravagância
Que futilmente
Exibe-se em logos
Alimentando egos.

Que se deixe levar
Pelo beijo molhado
Pelo olhar acanhado
Pelo sorriso, pelo senso.
 
                                                   (João Dias C. Neto)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poema do dia 13.04.2012


Lembro do esquecido

Às vezes paro, penso e choro.
Às vezes penso, paro e choro.

Lembranças vem e vão,
Repentinamente.
Me devolvem e me roubam,
Maus e bons presságios.
Lembro de momentos,
Como se fossem
Fotos e vídeos editados.

Lembro dos odores,
Que até hoje permanecem
Em minha mente,
Mas que vem com outros.
Que nem sei quem são.

Pão Italiano
Piso de taco
Giz de cera
Macarrão com agrião

Lembro-me do sorrisos
Dos momentos
Dos pulos
Das festas
Das brincadeiras
Dos abraços
Dos encontros
Das despedidas

Fico triste, pois hoje vejo
Que tudo acabou sem despedida.
Que tudo ficou jogado na memória
Esquecido e empoeirado.
Como um velho baú
Que nunca existiu.

                                                   (João Dias C. Neto)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem deixastes?

Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi, pelo contrário, queria ser sempre aquela criança...
Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi para perder, pelo contrário, eu queria que sempre fisestes parte...
Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi para chorar, pelo contrário, queria sorrir sempre, como eu sorria...
Quem me deixastes crescer? 
Eu queria os joelhos machucados e não o coração...
Quem me deixastes crescer?
Em quais Luas cresci, quantos Sois foram precisos?
Quem me deixastes crescer?
Eu que nem vi, apenas adormeci, e quando dei por mim, me transformei...
Quem me deixastes crescer?
Agora sou quem sou, sou o mesmo de antes, mas ao mesmo tempo não sou...
Quem me deixastes crescer?
Hoje tenho medo do que não tinha, e não tenho os medos de antes, mas eles eram tão mais simples...
Quem me deixastes crescer?
Só queria ser para sempre aquele que estava feliz com tudo, feliz com o simples, feliz com o real...
Quem me deixastes crescer?
Eu que agora choro pelo que não tenho. Antes eu sorria pelo que tinha, e isso era maravilhoso...
Quem me deixastes crescer? Quem?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Texto, poema, poesia... Sei lá...

 
Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
(Caio Fernando Abreu)

sábado, 24 de março de 2012

Poema do dia 24.03.2012


Perdi

Perdi o medo de ouvir
Perdi o medo de falar
Perdi o medo de agir
Perdi o medo de gostar
Perdi o medo de usar
Perdi o medo de ousar
Perdi o medo de curtir
Perti o medo de me portar
Perdi o medo de comportar
Perdi o medo de sentir
Perdi o medo de sumir
Perdi o medo de assumir
Perdi o medo de crescer
Perdi o medo de tentar
Perdi o medo de mudar
Perdi o medo de vencer
Perdi o medo de perder
Perdi o medo de ser quem sou
E assim sou feliz.

                                                    (João Dias C. Neto)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Gostei do que li.

 
“Se as coisas são intangíveis ... ora!
Não é motivo para não querê-las 
Que tristes os caminhos,
se não fora a presença distante das estrelas!”
 
(Mário Quintana)

sexta-feira, 9 de março de 2012

MUDE!

"Mude,
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"

domingo, 18 de dezembro de 2011

Borboletas

"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

(Mário Quintana)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Poesia do dia 11.12.2011



















Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


                                                            (Florbela Espanca)

sábado, 29 de outubro de 2011

Poema do dia 29.10.2011



 Sei lá...
             João Dias C. Neto

Acordei, e nada fiz
Só vi a vida
Passa pelos meus olhos
E por entre os dedos
Sem poder tocá-la
Sem ninguém para amar

Rastros de amor
Cacos de sentimentos
Remoendo, atormentando
Ardendo por dentro

E a vida?
Engraçada, também, nada fez
Sorrateira e ligeira
Continuou a passar

domingo, 23 de outubro de 2011

Poema do dia 23.10.2011

 Guardar
               Antonio Cícero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é,
iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é,
velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

domingo, 16 de outubro de 2011

Poema do dia 16.10.2011





















F O R E V E R  A L O N E .
(João Dias C. Neto)

Que clima, que sintonia ?
Quem, alguém?
Nem um eco se quer...

Espelho, olhe-me
Responda-me
Por que? Errei?

Enfim, resolvi
Ficar, assim
Ou melhor, esquecer

Esquecer que esqueci
Esquecer do enfim
Esquecer até de mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Poema do dia 14.10.2011


Acordei de bom humor.
                                             (João Dias C. Neto)

Acordei,
As primeiras coisas que avistei
Vesti!

Nem liguei se mal arrumado estava,
O que me importa
Se na esquina serei notado,
Se da janela apreciado,
E lá, bem lá de longe,
Julgado.

Hoje nem com minhas acnes impliquei
Errei? Não sei.

Hoje acordei tão bem,
Tão de bem com a vida,
Tão de bem com o mundo,
Tão de bem com tudo,
Tão de bem comigo!

É tão diferente,
É tão estranho,
Mas é tão bom...
Acordar de bom humor.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Palavras...

"...tantas palavras de perdem
na teia das horas
ha se pudéssemos guardá-las
como pássaros recém-nascidos
guardá-las num ninho quente

talves os poemas sejam
o ninho quente das palavras
um lugar onde descansam
do seu terrível destino
de serem assim ao mesmo tempo
estrela e chão..."


(Roseana Murray)





















Estive pensando, em como tudo que é dito é tão vasto, tão vazio, tão incosistente, mas as vezes pode ser tão potente... Ás vezes todas as palavras se juntam para falar tudo e não dizem nada, ás vezes quando não queremos dizer nada acabamos dizendo tudo, ás vezes as palavras escapam ou saem pela metade, as vezes não saem e se transformam em lágrimas, mas acho que o pior é quando queremos falar e não sabemos como, nem quais palavras usar... Como, por exemplo, agora, queria falar tanto sobre palavras, mas não tenho palavras para dizer tudo que quero sobre palavras...

domingo, 3 de julho de 2011

Poema do dia 03.07.2011


Colorindo uma parte do mudo
                                          (João Dias C. Neto)

Pinto o céu de cor-de-rosa
As tulipas de caramelo
Os olhos de vermelho
E as nuvens de um verde bem singelo

Dou um toque de amarelo no coelho
E um pouco de lilás no elefante
O rio eu deixo branco
E o pinheiro um roxo exuberante

Sem medo de errar
O laranja no cabelo vem à calhar
Já a foca de magenta irei pintar
E o incolor do orvalho apenas esfumaçar

Jogo marrom
Tom sobre tom
Jogo azul
Ouvindo Jazz e Blues

Em uma vida colorida
Você só tem a ganhar
O preto e branco também são cores
Mas sem exagerar

sábado, 4 de junho de 2011

Poema do dia 04.06.2011



Falando de amor
                               (João Dias C. Neto)

Se for para falar de amor
Não tenha preconceitos
São naturais,
Todos iguais,
O amor é desse jeito.

Sem medos,
Sem receios,
Entre meios e meios
Ele bate no fundo do peito.

Vem natural,
É sem igual,
Arranha o céu,
Descobre o véu.

Chega, invade e nem pede licença
Aconchega-se, e não tem hora pra sair
Faz rir e sorrir
É bem desse jeito.