sábado, 22 de setembro de 2012

Tantas máscaras, nenhuma face.




Totalmente sem noção. Vive nessa sentimentalidade inexistente, incoerente e desenfreada que não passa de rabiscos em folhas de papéis ou arquivos em computadores, redes sociais e afins.
Quando fala de amor, não sabe amar. Quando fala de carinho, não sabe acariciar. Quando sente, na verdade, mente.
Seus dedos emitem frequências e impulsos que vem de outro ser, de uma plasticidade sem limite ou limitada em futilidade, de uma imaginação do que queria ser, mas não é, não sabe que é, ou apenas engana-se que é, e mais uma vez mente.
Tenta disfarçar sua imagem egoísta, mas seus atos o descobre, seus atos o desmente, sem ele ao menos perceber, ou percebe sei lá.
Sua imagem é seu ego quem faz, e todos os seus movimentos, traços e trejeitos são manipulados como marionetes que quando acaba o show, perde a vida. Na verdade uma vida que nunca teve, uma vida inventada, uma vida criada pela vontade de ser o que não é.
E de que adianta viver uma vida vazia, inexistente? De que adianta manter uma plasticidade intocável e criada em futilidade e ignorância? De que adianta manter o copo cheio e a mente vazia?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Poema do dia 21.08.2012


Permita-se

 

Que goste
Pelo papo bom
Pelo jeito são
Pelo sarro, pelo som.

Não por traços corporais
Futilmente desenhados
Propositalmente decorativos
Enfeitando ignorância.

Que se surpreenda
Pelo gosto bom
Pelo carisma
Pelo passo, pelo dom.

Não por extravagância
Que futilmente
Exibe-se em logos
Alimentando egos.

Que se deixe levar
Pelo beijo molhado
Pelo olhar acanhado
Pelo sorriso, pelo senso.
 
                                                   (João Dias C. Neto)

sábado, 14 de julho de 2012

Poema do dia 14.07.2012



Abraços...
                                         (João Dias C. Neto)

São braços que formam os abraços
Que podem ser apertados;
Amaziados, apaziguados, guardados.

Abraços carinhosos;
Eloquentes, delinquentes, carentes...
Mas que sempre é feito de gente.

Alguns abraços são apertados,
Outros acanhados,
Ou, quem sabe, abusados!

Mas abusados também são os
Apaixonados, envolventes,
Quentes e calhentes...

Abraços foram feitos para doar
Abraço de irmão, de patrão,
Entre o portão; até no chão...

Abraços foram feitos para ganhar
De amigo, de marido, de um paquera,
Por quem teve muita espera, ou não...

Abraços não são promessas,
São apenas chaves,
Que selam as pessoas com os braços.

Abraços não são compromissos,
Muitas vezes nem pedidos.
Abraços são recebidos!

E é tão bom quando são merecidos
Inesperados, Inexplicaveis,
Sensitivos, desprovidos...

Abraços são ferramentas,
De amor, de carinho,
De paixão de compaixão.

Mas o melhor de todos
É o abraço de abraço
Aquele que envolve no laço
Chega e aconchega
Não pede licença
Não marca hora nem lugar
Apenas acontece!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poema do dia 13.04.2012


Lembro do esquecido

Às vezes paro, penso e choro.
Às vezes penso, paro e choro.

Lembranças vem e vão,
Repentinamente.
Me devolvem e me roubam,
Maus e bons presságios.
Lembro de momentos,
Como se fossem
Fotos e vídeos editados.

Lembro dos odores,
Que até hoje permanecem
Em minha mente,
Mas que vem com outros.
Que nem sei quem são.

Pão Italiano
Piso de taco
Giz de cera
Macarrão com agrião

Lembro-me do sorrisos
Dos momentos
Dos pulos
Das festas
Das brincadeiras
Dos abraços
Dos encontros
Das despedidas

Fico triste, pois hoje vejo
Que tudo acabou sem despedida.
Que tudo ficou jogado na memória
Esquecido e empoeirado.
Como um velho baú
Que nunca existiu.

                                                   (João Dias C. Neto)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem deixastes?

Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi, pelo contrário, queria ser sempre aquela criança...
Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi para perder, pelo contrário, eu queria que sempre fisestes parte...
Quem me deixastes crescer?
Eu não pedi para chorar, pelo contrário, queria sorrir sempre, como eu sorria...
Quem me deixastes crescer? 
Eu queria os joelhos machucados e não o coração...
Quem me deixastes crescer?
Em quais Luas cresci, quantos Sois foram precisos?
Quem me deixastes crescer?
Eu que nem vi, apenas adormeci, e quando dei por mim, me transformei...
Quem me deixastes crescer?
Agora sou quem sou, sou o mesmo de antes, mas ao mesmo tempo não sou...
Quem me deixastes crescer?
Hoje tenho medo do que não tinha, e não tenho os medos de antes, mas eles eram tão mais simples...
Quem me deixastes crescer?
Só queria ser para sempre aquele que estava feliz com tudo, feliz com o simples, feliz com o real...
Quem me deixastes crescer?
Eu que agora choro pelo que não tenho. Antes eu sorria pelo que tinha, e isso era maravilhoso...
Quem me deixastes crescer? Quem?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Texto, poema, poesia... Sei lá...

 
Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sem imagens.

E o mundo dá voltas. E nas voltas que o mundo dá, ele volta a ancorar – como navio – no mesmo porto. Pescadores voltam a pescar os mesmo peixeis, no mesmo mar, mas não nas mesmas águas, não com as mesmas redes, e, muito menos, com os mesmos objetivos.

sábado, 24 de março de 2012

Poema do dia 24.03.2012


Perdi

Perdi o medo de ouvir
Perdi o medo de falar
Perdi o medo de agir
Perdi o medo de gostar
Perdi o medo de usar
Perdi o medo de ousar
Perdi o medo de curtir
Perti o medo de me portar
Perdi o medo de comportar
Perdi o medo de sentir
Perdi o medo de sumir
Perdi o medo de assumir
Perdi o medo de crescer
Perdi o medo de tentar
Perdi o medo de mudar
Perdi o medo de vencer
Perdi o medo de perder
Perdi o medo de ser quem sou
E assim sou feliz.

                                                    (João Dias C. Neto)

Transição




-Uma paixão não pode ser tudo o que esperamos. Elas tem que ir muito mais além. Só assim terá a possibilidade de denominar-se AMOR.